Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

As borlas deste país

Sei que estamos na época de Natal e sentimentos de revolta e injustiça não fazem parte do cardápio festivo, mas ontem passei o dia acompanhar uma senhora a uma consulta, que utilizou o serviço de transporte de doentes. Consultas junto à hora de almoço dá direito a não almoçar para nos despacharmos. Ainda por cima com o frio que estava, apenas o desejo de vir embora era maior do que a fome. Finalmente quando já tínhamos transporte de regresso a casa, já a caminho do nosso destino, voltámos atrás porque umas senhoras estavam à espera de transporte, como ainda estávamos perto do hospital, justificava-se o retorno. Até aqui tudo bem, mas depois de ver que se tratava de duas senhoras com alguma idade, mas com mobilidade que entraram e saíram do transporte pelo seu próprio pé (a pessoa que eu acompanhei desloca-se de cadeira de rodas) fiquei intrigada, ainda por cima religiosas, com dinheiro de certeza para pagar um transporte. Para além de nos atrasar, quem sabe não estariam a tirar a vez de quem realmente precisa, quer fisicamente, quer economicamente. O motorista e ajudante diziam que já era hábito, como isso minimizasse a minha revolta! Pior ainda, quer dizer que são utilizadores com frequência de um serviço destinado a doentes com mobilidade reduzida, que precisam de comprovar a doença e rendimentos até garantir esse direito. E outros vivem das borlas que este país lhes vai dando, como dado adquirido pelas vestes que representam.

Sinto-me:: revoltada
publicado por mg_criacoes às 16:49
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015

Ainda falta muito?!

As duas últimas semanas foram de uma tamanha loucura, com pessoas a saírem que deixaram uma casa psicologicamente desarrumada e desorganizada, pessoas novas a chegarem com novas ideias e postura, os que se mantém numa transição do modus operandi, a descomprimir do passado e a esperançar um futuro mais tranquilo e promissor, tudo isto juntamente com a festividade de natal e com a visita de quem nos paga foi completamente arrasador...e ainda não acabou por aqui!

Sinto-me:: De rastos...
publicado por mg_criacoes às 22:00
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015

Semana atípica

Há decisões que são difíceis de tomar, mas mais difícil é suportar a insanidade mental de alguém que abusa do poder para intoxicar aqueles que estão à sua volta. Esta foi uma semana completamente atípica, o carácter das pessoas acabou por se revelar e houve a necessidade de tomar decisões urgentes. A loucura de alguém com poder pode ser completamente destrutivo e arrasador, escapar a tudo isto sem nenhuma mazela é pura sorte! Há circunstâncias da nossa vida, que na urgência de reagir é preciso tomar medidas radicais. Como tudo na vida as consequências virão depois, para o bem e para o mal, como sempre com um sorriso na cara e com uma vontade empreendedora de continuar a caminhar!

Sinto-me:: Expectante
publicado por mg_criacoes às 21:15
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015

Apontamentos...

Neste momento estou a ler 3 livros ao mesmo tempo: um livro à cabeceira, um na secretária de trabalho e um na mochila. O primeiro e o último tratam do mesmo assunto, cuidar de pessoas em fim de vida. Tenho aprendido tanto! E verificado por escrito aquilo que também partilho como pensamento e acção, é bom verificar que a teoria e a praxis de vez em quando andam de mãos juntas, em sintonia.

    "É de especial importância a identidade do cuidador principal, ou seja, aquele que está em condições de assegurar a maioria dos cuidados informais ao doente (...) quando nos referimos à família, referimo-nos àqueles que estão efectivamente mais próximos do doente e que podem ou não ter laços de sangue com ele (...) É muito importante ter presente que as famílias têm uma história, um percurso e, como tal, as relações entre os seus membros no passado condicionam o tipo de reações no presente, ao longo do processo de doença. Não nos devemos apressar a julgar relações conflituosas ou distantes pois, muitas vezes, têm por base negligência e até maus tratos - emocionais e/ou físicos - para com terceiros por parte daqueles que é hoje um doente terminal."

(Isabel Galriça Neto, A dignidade e o sentido da vida, p.33)

 

 

 

Sinto-me:: aprender
o que estou a escutar: Velho - Mafalda Veiga
publicado por mg_criacoes às 16:47
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Sábado, 4 de Julho de 2015

Que valor tem o trabalho?

O valor do trabalho prende-se com a necessidade enquanto ser social de estar ocupado, ter uma actividade, uma função. E esse valor infelizmente não é quantificado nem entra nas contas do PIB de um país. Mas devia, sobre tudo ser contabilizado para o índice de felicidade. Ter um trabalho, uma profissão, manter uma actividade laboral permite a valorização e realização pessoal e profissional, do bem fazer, do saber e da experiência. A maioria das pessoas tem um trabalho apenas e exclusivamente porque é a única forma de garantir um salário honesto e nunca pensou no prazer que pode obter disso, são poucos aqueles que trabalham por gosto e não por obrigação. Não retiram prazer dessa função, não sorriem à segunda-feira e estão desejosos que o patrão não arranje uma tarefa à sexta-feira ao final da tarde. No tempo de mudança em que vivemos, da crise económica, de valor e de consciência é uma boa altura para mudar esse pensamento. Porque é que nunca achamos que o valor que nos atribuem pelo nosso trabalho é o suficiente? Simplesmente, porque é apenas uma gratificação daquilo que fazemos. Independentemente de ter melhor ou pior ordenado, nunca será suficiente. O melhor ordenado que nos podem dar enquanto trabalhadores é o reconhecimento de um trabalho de qualidade, de ética e conduta profissional. O melhor ordenado que recebo é o sorriso e o abraço pelas tarefas que desempenho, para aqueles que estão vulneráveis e frágeis. E não é ser modesta ou humilde ou falar de barriga cheia. Falo com conhecimento de causa. Mudei há 5 anos para um trabalho onde ganho menos e trabalho mais. Mas o que mais importa é ser feliz naquilo que faço e isso não há dinheiro que pague! Independentemente dos dias cinzentos, há sempre um sorriso para o "cliente social" e disponibilidade para ajudar o colega. Estar ocupada, ter funções designadas e tarefas adjacentes é o que me preenche. O resto são trocos para pagar as contas e fazer o que me dá prazer, porque há vida para além do trabalho!

Sinto-me::
o que estou a escutar: All of me - John Legend
publicado por mg_criacoes às 14:36
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Marisa Rebiteza

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